Archive for Iron Lady

The Iron Lady / A Dama de Ferro

Posted in Lançamentos / Trailers, Scripts with tags , on February 19, 2012 by educadoresurbanos

Sad portrait of an Iron Lady.

Golda Meir, Indira Ghandi and our Brazilian Dilma Roussef or the Portuguese Manuela Ferreira Leite are the kind of women that people call Iron Lady. When I went to see Iron Lady, the movie on Margareth Thatcher, I was waiting that kind of female leader history but what I saw was a sad story on Alzheimer and old age perspectives, mixed with some not so clear memories.

When you get out of this movie you are anxious for a wine or beer in order to forget it and also think about what was that? I went to the movies without reading something about it. When I made my research, trying to figure out why someone decided to make such a movie, I discovered the director was a woman – Phyllida Lloyd. Present times are times to deconstruct everything.  Nothing better than a woman to destroy another woman.

Some questions come to my mind in a so distant country from England:

–          Didn´t she invigorate British economy?

–          Didn´t she work for three terms in the office, leading her Party? Eleven years…

–          Didn´t she re-positioned Britain again in the world scenario?

I am not a fan or hate the Iron Lady. I don´t approve wars so I don´t agree with her on Falklands although, as every war, probably there was a political reason for that. But I respect her courage and determination, and I respect her as a human being. If she is with Alzheimer nowadays, it is not a reason for someone to make a movie from this perspective, covering her actions with dust from oblivion.

As I am very mad about this biased movie, I imagine a script on Tony Blair: he suffers from chest pains (this is a real health problem he had, I imagine you know). The he underwent a cardioversion. He is forced to come back to the hospital and there he realizes he has to order a new war to feel better… First, he orders British troops into battle in Iraq (1998). The pain is worst and he orders British troops to Kosovo (1999), one year later to Sierra Leone and one year more (wow, these pains are terrible), troops go to Afghanistan (2001).Beat, beat, beat heart! Then Bush times come. Beat, beat heart! Blair supports him in the 2003 invasion to Iraq…  Would it be a good movie for this so loved Prime Minister? Why wouldn´t he be treated that way in a movie?

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Triste retrato de uma dama de ferro.

Golda Meir, Indira Ghandi e nossa brasileira Dilma Roussef ou a portuguesa Manuela Ferreira Leite são o tipo de mulher que as pessoas chamam de Dama de Ferro. Quando eu fui ver Dama de Ferro, o filme sobre Margareth Thatcher, eu estava esperando esse tipo de história sobre uma líder forte e determinada, mas o que eu vi foi uma história triste sobre a velhice e sobre Alzheimer – misturada a lembranças não tão claras.

Ao sair do filme, tem-se vontade de tomar um vinho ou uma cerveja, para esquecer tudo isso e também refletir sobre o que exatamente se fez ali? Fui ao cinema sem planejamento – nada li antes porque não pude. Quando eu fiz minha pesquisa, tentando depois entender por que alguém decidiu fazer um filme desses, descobri que o diretor era uma mulher – Phyllida Lloyd.

Os tempos atuais são tempos para desconstruir tudo. Nada melhor que uma mulher para destruir outra mulher.

Algumas perguntas vêm à minha mente em um país tão distante da Inglaterra:
– Não foi ela que revigorou a economia britânica?
– Ela não trabalhou por três mandatos, liderando o partido por 11 anos?
– Não foi ela que reposicionou a Grã-Bretanha no cenário mundial?

Eu não sou fã nem odeio a Dama de Ferro. Também não aprovo guerras e por isso não posso concordar sobre Malvinas, embora, como toda guerra, houve uma razão política para isso. Mas eu respeito a sua coragem e determinação, e eu a respeito como um ser humano. Se ela está com Alzheimer hoje em dia, não é uma razão para que alguém faça um filme a partir dessa perspectiva, cobrindo suas ações com a poeira do esquecimento. Os idosos não merecem pelo menos mais respeito?

Como estou muito zangada com este filme tendencioso, imagino um script com Tony Blair: ele sofre de dores no peito (este é um verdadeiro problema de saúde que ele teve, imagino que você saiba). Aí ele é submetido a uma cirurgia cardíaca. Forçado a voltar para o hospital, se dá conta de que, para se sentir melhor, tem que dar ordens para novas guerras. Primeiro, ele ordena às tropas britânicas irem a uma batalha no Iraque (1998). A dor piora e ele ordena que as tropas britânicas si dirijam a Kosovo (1999), um ano depois para Serra Leoa e um ano mais (uau, essas dores são terríveis), as tropas tem que ir para o Afeganistão (2001). Bate, bate coração! Então chega o tempo de Bush. Bate, bate coração! Blair o apóia na invasão de 2003 ao Iraque … Seria um bom filme para esse ministro tão charmoso, como vimos no filme The Queen? Por que ele não deveria ser tratado assim?

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