Paterson

Posted in Uncategorized on May 2, 2017 by educadoresurbanos

Paterson

Paterson é um filme cujo protagonista é o exemplo do chamado “caminho do meio” budista. Suas ações e mesmo sua poesia estão sempre em conexão com a realidade à sua volta e seus sentimentos. Não emoções.

Experimente revisitar no filme os momentos em que de alguma forma suas próprias emoções vieram à tona. Com certeza, irá verificar que está bem distante do protagonista e lhe dará uma medida da intensidade com que o mundo afeta você. Mais ainda: lhe dará idéia dos conteúdos culturais, crenças, expectativas que costuma ter sobre as coisas. Uma fantástica auto-descoberta.

Os sentimentos de  Paterson, contudo, são únicos. Ele faz um poema sobre uma caixa de fóstoro – The Ohyo Blue Tip Matches – que lembra Allen Ginsberg (The Supermarket of California). Ginsberg, porém, traz as emoções à tona. Paterson é só sentimento:

Love Poem

We have plenty of matches in our house
We keep them on hand always
Currently our favourite brand
Is Ohio Blue Tip
Though we used to prefer Diamond Brand
That was before we discovered
Ohio Blue Tip matches
They are excellently packaged
Sturdy little boxes
With dark and light blue and white labels
With words lettered
In the shape of a megaphone
As if to say even louder to the world
Here is the most beautiful match in the world
It’s one-and-a-half-inch soft pine stem
Capped by a grainy dark purple head
So sober and furious and stubbornly ready
To burst into flame
Lighting, perhaps the cigarette of the woman you love
For the first time
And it was never really the same after that

All this will we give you
That is what you gave me
I become the cigarette and you the match
Or I the match and you the cigarette
Blazing with kisses that smoulder towards heaven

FICHA TÉCNICA
Paterson é um motorista de ônibus da cidade de Paterson, Nova Jersey – eles têm o mesmo nome. Diariamente, o homem repete uma rotina simples: dirige sua rota, observando a cidade que se revela pela janela e ouvindo fragmentos de conversas que o rodeiam; escreve poesias em um caderno; passeia com o cachorro; para em um bar, bebe uma cerveja e, depois, volta para casa para encontrar a esposa, Laura. Ao contrário do marido, o mundo de Laura está sempre mudando. Ela tem novos sonhos todos os dias. Paterson apoia as ambições dela; ela encoraja o talento dele para a poesia. O filme observa silenciosamente as vitórias e derrotas da vida cotidiana, e a poesia que se evidencia nos pequenos detalhes.
Filme de 2016. Lançado no Brasil em abril de 2017. Direção Jim Jarmusch. Mùsica: Carter Logan. Rogeiro Jim Jarmusch. Indicações a vários prêmios – Palma de Ouro, Prêmio do Juri, Grand Prix, e outros.

The Iron Lady / A Dama de Ferro

Posted in Lançamentos / Trailers, Scripts with tags , on February 19, 2012 by educadoresurbanos

Sad portrait of an Iron Lady.

Golda Meir, Indira Ghandi and our Brazilian Dilma Roussef or the Portuguese Manuela Ferreira Leite are the kind of women that people call Iron Lady. When I went to see Iron Lady, the movie on Margareth Thatcher, I was waiting that kind of female leader history but what I saw was a sad story on Alzheimer and old age perspectives, mixed with some not so clear memories.

When you get out of this movie you are anxious for a wine or beer in order to forget it and also think about what was that? I went to the movies without reading something about it. When I made my research, trying to figure out why someone decided to make such a movie, I discovered the director was a woman – Phyllida Lloyd. Present times are times to deconstruct everything.  Nothing better than a woman to destroy another woman.

Some questions come to my mind in a so distant country from England:

–          Didn´t she invigorate British economy?

–          Didn´t she work for three terms in the office, leading her Party? Eleven years…

–          Didn´t she re-positioned Britain again in the world scenario?

I am not a fan or hate the Iron Lady. I don´t approve wars so I don´t agree with her on Falklands although, as every war, probably there was a political reason for that. But I respect her courage and determination, and I respect her as a human being. If she is with Alzheimer nowadays, it is not a reason for someone to make a movie from this perspective, covering her actions with dust from oblivion.

As I am very mad about this biased movie, I imagine a script on Tony Blair: he suffers from chest pains (this is a real health problem he had, I imagine you know). The he underwent a cardioversion. He is forced to come back to the hospital and there he realizes he has to order a new war to feel better… First, he orders British troops into battle in Iraq (1998). The pain is worst and he orders British troops to Kosovo (1999), one year later to Sierra Leone and one year more (wow, these pains are terrible), troops go to Afghanistan (2001).Beat, beat, beat heart! Then Bush times come. Beat, beat heart! Blair supports him in the 2003 invasion to Iraq…  Would it be a good movie for this so loved Prime Minister? Why wouldn´t he be treated that way in a movie?

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Triste retrato de uma dama de ferro.

Golda Meir, Indira Ghandi e nossa brasileira Dilma Roussef ou a portuguesa Manuela Ferreira Leite são o tipo de mulher que as pessoas chamam de Dama de Ferro. Quando eu fui ver Dama de Ferro, o filme sobre Margareth Thatcher, eu estava esperando esse tipo de história sobre uma líder forte e determinada, mas o que eu vi foi uma história triste sobre a velhice e sobre Alzheimer – misturada a lembranças não tão claras.

Ao sair do filme, tem-se vontade de tomar um vinho ou uma cerveja, para esquecer tudo isso e também refletir sobre o que exatamente se fez ali? Fui ao cinema sem planejamento – nada li antes porque não pude. Quando eu fiz minha pesquisa, tentando depois entender por que alguém decidiu fazer um filme desses, descobri que o diretor era uma mulher – Phyllida Lloyd.

Os tempos atuais são tempos para desconstruir tudo. Nada melhor que uma mulher para destruir outra mulher.

Algumas perguntas vêm à minha mente em um país tão distante da Inglaterra:
– Não foi ela que revigorou a economia britânica?
– Ela não trabalhou por três mandatos, liderando o partido por 11 anos?
– Não foi ela que reposicionou a Grã-Bretanha no cenário mundial?

Eu não sou fã nem odeio a Dama de Ferro. Também não aprovo guerras e por isso não posso concordar sobre Malvinas, embora, como toda guerra, houve uma razão política para isso. Mas eu respeito a sua coragem e determinação, e eu a respeito como um ser humano. Se ela está com Alzheimer hoje em dia, não é uma razão para que alguém faça um filme a partir dessa perspectiva, cobrindo suas ações com a poeira do esquecimento. Os idosos não merecem pelo menos mais respeito?

Como estou muito zangada com este filme tendencioso, imagino um script com Tony Blair: ele sofre de dores no peito (este é um verdadeiro problema de saúde que ele teve, imagino que você saiba). Aí ele é submetido a uma cirurgia cardíaca. Forçado a voltar para o hospital, se dá conta de que, para se sentir melhor, tem que dar ordens para novas guerras. Primeiro, ele ordena às tropas britânicas irem a uma batalha no Iraque (1998). A dor piora e ele ordena que as tropas britânicas si dirijam a Kosovo (1999), um ano depois para Serra Leoa e um ano mais (uau, essas dores são terríveis), as tropas tem que ir para o Afeganistão (2001). Bate, bate coração! Então chega o tempo de Bush. Bate, bate coração! Blair o apóia na invasão de 2003 ao Iraque … Seria um bom filme para esse ministro tão charmoso, como vimos no filme The Queen? Por que ele não deveria ser tratado assim?

A blog is a grafitti with punctuation…

Posted in Uncategorized on November 5, 2011 by educadoresurbanos

Jude Law is the blogger in Contagion, a movie that “spreads a lethal airborne virus” in every cinema – he tells in his blog the “true story” of labs that work together with government to hide real information from the people.

The movies is astonishing in one aspect: many good actors die or are about to die in the very beginning:Gwyneth Paltrow, Kate Winslet and so on.

A person that doesn´t want to be bothered by the journalist blogger tells that blog is not a serious thing, it is just a grafitti with punctuation… Quite interesting to think about the blogs effect on people and the virus spread, and also the lack of credibility of the blogger versus the lies of Government and scientists.

You can use it in education, specially for 10-12 yrs old students, in order to impress them with the contagion possibilities for no good hygienic habits. It really can impress students.

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Jude Law é o blogger em Contágio, um filme sobre “um virus letal no ar” que se espalha em cada cinema – ele diz em seu blog a “verdadeira história” de laboratórios que trabalham em conjunto com o governo para esconder informações reais do povo.

O filme é surpreendente em um aspecto: bons atores morrem ou estão prestes a morrer mesmo no início do filme: Gwyneth Paltrow, Kate Winslet e assim por diante.

Uma pessoa que não quer ser incomodada pelo jornalista blogueiro diz que blog não é uma coisa séria, é apenas um graffiti com pontuação … O filme é interessante para pensar sobre o efeito dos blogs sobre as pessoas X a propagação do vírus, e também a falta de credibilidade do blogueiro X as mentiras do governo e dos cientistas.

O filme é interessante para o uso na educação, especialmente para estudantes de 10 a 12 anos. Realmente sairão impressionados sobre os efeitos de não manterem  hábitos higiênicos como lavar as mãos, etc.

NaBloPoMo November 2011 begins…

Posted in Uncategorized with tags , on November 5, 2011 by educadoresurbanos

I will try hard to be on NaBloPoMo marathon: one post a day. Send your comments in order I can feel company here…

Little cars.

Posted in International short movies with tags on November 4, 2011 by educadoresurbanos

 

Solar powered cinema.

Posted in Meio Ambiente with tags on January 3, 2011 by educadoresurbanos

Right now in the first year of the 2nd decade of 21th Century is the moment to talk about a solar powered cinema. The Sol Cinema is a micro movie house powered entirely by the Sun. The cinema can accommodate 8 adults comfortably for a unique cinematic experience. They have a full library of comedy, quirky, music videos and short films with inspiring environment themes. Happy 2011 and take a look at youtube:

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Agora, no primeiro ano da 2a década do Século XXI é o momento certo para falar de um cinema movido a energia solar. Pode acomodar 8 adultos para assistirem um filme. Comédias, vídeos de música e curtas sobre temas ambientais. Feliz 2011 e dê uma olhadinha no link acima.

Bruno, Hitler and Tom Cruise: what is fame?

Posted in Scripts, Uncategorized with tags , on July 13, 2009 by educadoresurbanos

When I was writting yesterday´s post on Bruno movie, I thought it was a hell of an ironic evaluation of those who pursuit fame, as the script really starts as Brüno wonders how he might become as famous as that other Austrian, Hitler.

It reminded me about Operation Valkyrie (2004) with Tom Cruise as Claus Schenk von Stauffenberg, that tried to place a bomb where Hitler would make a conference. And also, it reminded me about Tom Cruise in Rio, where astonished Brazilians yelled to death to celebrate his stay in our country. He was a famous man. Not only for his movies but for his kindness with his audience. Despite some mistakes as thanking journalists with “gracias” (Spanish word) and also talking about our music as samba (correct) and tango (incorrect), he was very kind to eveyone. A good example of fame built on a solid career and not on empty midia actions. Watch this documentary on the interview he gave to Brazilian journalists.

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=449775